“Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir,ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem.”Caio Fernando Abreu
Visualizar a materialização daquilo que se formatou mentalmente certamente é encantador. Começo agora, não sei até quando...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Alta Tensão - poema de Bruna Lombardi
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Texto publicado no jornal goiano "O POPULAR"
O POPULAR 27/06/2010
O cidadão é ficha limpa?
Com a reabertura política na década de 80, em nome da liberdade de expressão, a figura do político passou a ser objeto de chacota em quase todos os programas de humor da televisão brasileira. Um exemplo é a série O Bem Amado, de Dias Gomes, produzida e exibida de 1980 a 1984. Nela, o político era apresentado como esperto interesseiro, libidinoso, corrupto e engraçado.
No imaginário do brasileiro a política se transformou numa espécie de reduto exclusivo da corrupção, do desvio de verba e da safadeza. Essa retórica foi tão bem edificada que agora a Lei Ficha Limpa transparece um tipo de progresso que é válido, mas que atende muito mais àquela exigência imaginária midiática do que à solução do Problema real da corrupção no País.
A postura de considerar a política como reduto exclusivo da corrupção brasileira é tão ilusória quanto acreditar que toda loira é burra, que pobre é mais feliz que rico e que todo muçulmano é terrorista.
O que se pretendeu na parte (classe política), lamentavelmente não foi nem está sendo discutido no todo (cidadão em geral). O problema central é: parcela considerável do cidadão brasileiro não é ficha limpa. Na verdade nem cidadão é, mas apenas eleitor.
Eleitor porque somente se convalida enquanto tal nos poucos segundos diante das urnas, ou somente se ocupa com a política durante a campanha eleitoral, ou se propõe a exercer atividade política para defender interesses exclusivamente pecuniários. Para este, democracia se resume a voto.
Até que ponto o eleitor é cidadão? Cidadão, partícipe do processo democrático, discute idéias, acompanha os candidatos antes e depois, reconhece cotidianamente a si mesmo como parte da democracia. Para este, o voto é apenas uma parte.
Isso significa que a Lei Ficha Limpa, aprovada para os políticos, deve ser a questão do dia para o cidadão em geral: ele é quem deve ser ficha limpa na fila do banco, no condomínio onde mora, no relacionamento empresarial, sobretudo quando sua empresa se relaciona com o Estado, etc. Ninguém é fiel no todo se não é fiel nas partes de sua vida. Cidadão ficha limpa é que garante a higiene da política. Afinal, todo político também é cidadão.
WAGNO OLIVEIRA DE SOUZA é mestre em Filosofia Política e professor universitário contato@professorwagno.com.br
terça-feira, 18 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
E-mails que recebo
Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse:
- O que o senhor está vendendo?
- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é “histriônico” a cinqüenta centavos, como diz a placa.
- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
- O senhor sabe o significado de “histriônico”?
- Não.
- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já tem ou coisas de que elas não precisem.
- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
- O senhor tem dicionário em casa?
- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
- O senhor estava indo à biblioteca?
- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
- O que pretende com isto? Vai ficar rico vendendo palavras?
- O senhor conhece Nélida Piñon?
- Não.
- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o país sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
- E por que o senhor não vende livros?
- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem a barriga.
- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado.
- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
- Jactância.
- Pegar um livro velho...
- Alfarrábio.
- O senhor me interrompe!
- Profaço.
- Está me enrolando ,não é?
- Tergiversando.
- Quanta lenga-lenga...
- Ambages.
- Ambages?
- Pode ser também “evasivas”.
- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
- Pusilânime.
- O senhor é engraçadinho, não?
- Finalmente chegamos: histriônico!
- Adeus.
- Ei! Vai embora sem pagar?
- Tome seus cinqüenta centavos.
- São três reais e cinqüenta.
- Como é?
- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só “histriônico” estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
- Tem troco para cinco?
Fábio Reynol é jornalista especializado em ciências e escritor.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Descobertas Virtuais
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Em 2010, continuando a DIVULGAR
QUINTA-FEIRA, JANEIRO 07, 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
2010

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Então é NATAL...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Mais descobertas virtuais...
Não me olhes com esses olhos de perigo:
cuidado comigo.
Se mergulho nos teus olhos, não consigo
deixar de provocar-te.É um vício antigo,
e esse meu lado disfarçado, ambíguo,
tão diferente do meu jeito
usual de fazer tudo direito
é, dos meus defeitos,
talvez a pior parte.
Sei que dizem que as mulheres são de Vênus,
mas sei que eu, pelo menos,
sou de Marte."
Do Coração
domingo, 8 de novembro de 2009
Selo para quem faz diferença
Amigos Virtuais I
"...
Sempre me perguntam se é possível conhecer de fato alguém que a gente nunca viu. Eu acredito que, se a pessoa é sincera naquilo que escreve é possível sim, claro!
Veja alguns exemplos:
A Ivana gosta de maniçoba, sente muitas saudades da tia Stella, tem um gato e uma gata, trabalha em um hotel, chama o amor de amasiado e Nossa Senhora de Nazaré de Nazinha.
A Alexandra é cirurgiã dentista mas trabalhou por mais de dez anos na área administrativa, gosta de ler muito muito muito e pinta as unhas de vermelho.
A Nade é paraense, mora em Porto Alegre, trabalha com seguros mas é formada em Geografia. E tem um cachorro lindo que adotou sem sequer conhecer.
O Vagner gosta de ruivas; o Marcone é casado; a Maria do Rosário criou um espaço de apoio para pacientes com câncer; a Nana se chama Elisa e o Amigão gosta de canecas, é palmeirense, e divide a casa com a Ana Carolina ( a cachorra, não a cantora).
Viu só? E tudo isso eu sei de lembrar, não fui pesquisar não! Sei mais coisas dos amigos blogueiros do que dos vizinhos de rua. E acredito que isso acontece porque ao escrever só podemos contar com as palavras para entrar no coração das pessoas. Na vida dita real a gente se escora no físico, no status e sobretudo nas aparências. E as aparências enganam.
Além do mais, as pessoas que conhecemos via blog ficam conosco por nós, sem interesse algum que não seja a amizade pois é muito fácil deletar um blog e com ele o blogueiro…
Mas a maior graça do blog é entrar em contato com opiniões tão diferentes da minha. Tenho crescido como pessoa, aprendido a respeitar toda forma de diversidade e mais importante de tudo: mudado de opinião sobre um monte de coisas.
Blogs…sem eles eu não estaria aqui hoje. E nem teria amigos tão importantes."
sábado, 31 de outubro de 2009
Prestigiando...
1- Seguir as regras.
2- Levar o selo que identifica quem está, esteve ou estará na brincadeira. Este selo aí no começo da postagem.
3- Completar as seguintes frases:
a) Eu já …………
b) Eu nunca ………….
c) Eu sei …………
d) Eu quero ……….
e) Eu sonho ……….
4- Depois de completar o pontilhado com suas respostas indique 5 blogueiras ou blogueiros para dar sequência à brincadeira.
Eu nunca deixei de acreditar no amor
Eu sei que somos o que queremos ser
Eu quero um amor pra toda vida
Eu sonho envelhecer de forma tranquila
Sorteio do livro O Outro( leia sobre o livro neste link), da Tucha do blog O que elas estão lendo?
E-mails que recebo - FANTÁSTICO
SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?
NÃO?!
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos:
OVO, OSSO, RADAR.
O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase;
é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões... Se souber de algum, acrescente e passe adiante.
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA:
ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
domingo, 27 de setembro de 2009
Ainda divulgando...
Do verbo amar

"Cola o teu desenho no meu pra ver se cola, cola o teu retrato no meu e me namora"
(Sulivan/ Massadas)