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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Texto nove



É necessário tempo, gesto e muita paciência, 
para entendermos a importância dos momentos que vivemos. 

Tempo pra sentirmos essencialmente o momento ido. 
Gesto para que possamos ter o momento vivido. 
Paciência para percebermos que tempo e gesto um dia se fundem. 
Então, percebemos todas as lembranças, de uma memória extremamente seletiva. 
Sim, só lembramos o que nos interessa imensamente, 
porque assim nos mantemos vivos além do tempo real, 
pois a lembrança nos remete a uma saudade imanente.
Nesse tempo, desse gesto é que eu me fiz paciente. 
E são essas lembranças que me tornam tão intensa hoje, 
querendo reter as sensações que emanam dos gestos ofertados por todos.
Quero essa eterna sensação de me remeter no tempo, 
compactuando gestos, por vezes dispersos, 
sempre intensos e nem sempre descompromissados, 
que alimentam minha alma de uma intensidade incomensurável.
Que a vida me seja assim: 
paciente e emergente em gestos e tempos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Imagens de Goiás




Quem conhece, sempre reconhece: Goiás Velho, antiga VILA BOA DE GOIÁS. O fotógrafo Edivaldo J in



É interessante como, quando criança, não percebemos a importância de fatos, momentos e lugares. Passei toda a infância numa resistência enorme em viajar até "Goiás Velho", onde durante o ano, era sempre um passeio familiar obrigatório. Considerando que sou extremamente urbana, aquele "interior" familiar era melancólico demais pra criança ansiosa que eu era. Tive o raríssimo prazer de ver Cora Coralina, da qual me tornaria fã incondicional quando adulta; mas quando que naquele momento único, entendia a importância do encontro?

Hoje a cidade é uma lembrança doce, terna e chega a ser melancólica. Faz anos que não preencho minha visão com as ladeiras e becos daquela cidade.

Fica a fotografia, minhas lembranças e a certeza de que somente enxergamos quando amadurecemos.

Abraços a todos que passam por aqui...


sábado, 5 de setembro de 2009

Da necessidade do tempo

É necessário tempo, gestos e muita paciência, para entendermos a importância dos momentos que vivemos. Tempo pra sentirmos o quanto demora amadurecermos, gestos para que possamos ser de forma certa e intensa e paciência, para ver que a demora em gestuar nos remete à sensação de que o tempo não existe, até que pecebemos todas as lembranças de uma memória extremamente seletiva (só lembramos o que nos interessa imensamente)

Deste tempo, desses gestos é que eu me fiz paciente, extremamente embevecida por viver entre todos que me fazem ser atraves de minhas lembranças. E são essas lembranças que me tornam tão intensa hoje, querendo todo segundo, a cada momento reter todas as sensações dos gestos que me são ofertados por todos que participam da minha vida no tempo agora.

Quero essa eterna sensação de remeter-me no tempo, compactuando gestos, por vezes dispersos, intensos ou descompromissados, mas que alimentam minha alma de uma intensidade incomensurável.

Que a vida me seja assim: paciente e emergente em gestos e tempos...